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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Onde estão os comentaristas de João 21:22-23?

                                                                     Por Erivelto Soares

“Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu. Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti?”   João 21:22-23

Não sei se você como bom estudioso tem percebido que ao fazermos pesquisas de certos textos bíblicos, os comentaristas procuram se esforçar o máximo para contextualizar e referenciar certas passagens das escrituras. No entanto esses esforços são apenas para comentar aquilo que lhe convém! Aquilo que é padronizado ao sistema religioso escravizador que vivemos, e que infelizmente tem arrebanhado milhares de incautos.

Um dos textos é o de João 21:22-23, amigos, os comentaristas fogem desses texto de forma impressionante! É o caso da famosa Bíblia de Estudo de Genebra.

Vamos analisar o contexto: João 20:1-2
“E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram”.

Bem, como se ver; o contexto do assunto em questão descreve a ressurreição do Senhor Jesus. O Senhor Jesus tinha ressuscitado conforme as escrituras e agora vinha dar testemunho disso aos seus seguidores testificando assim de tudo que ele anunciou a respeito. A primeira aparição do Senhor ressurreto foi a Maria Madalena conforme vemos nos versos 11-18 “E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro. E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. E, tendo dito isto, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus. Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer, Mestre). Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor, e que ele lhe dissera isto.”

Depois dessa aparição, temos mais duas descritos nesse livro; nos versos 19-21 e 26-29. O capítulo 21 e a continuação de todo o assunto descrito no capítulo 20 onde registra a sua quarta aparição à terceira entre os discípulos. João 21:1-12 “Depois disto manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e manifestou-se assim: Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos. Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam. E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus. Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes. Então aquele discípulo, a quem Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor. E, quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar. E os outros discípulos foram com o barco (porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados), levando a rede cheia de peixes. Logo que desceram para terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima, e pão. Disse-lhes Jesus: Trazei dos peixes que agora apanhastes. Simão Pedro subiu e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes e, sendo tantos, não se rompeu a rede. Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. E nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? sabendo que era o Senhor.”

Depois de comer o Senhor questiona a Pedro sobre sua missão e lhe fala de seu martírio (Versos 15-19). Até ai tudo bem, os comentaristas estão em linha com exposição contextual do João 21:22-23, o problema vem dos versos 20-23; “E Pedro, voltando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, e que na ceia se recostara também sobre o seu peito, e que dissera: Senhor, quem é que te há de trair? Vendo Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será? Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu. Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti?”

Pedro diante do exposto no mínimo assustado procurou saber a respeito de João (O discípulo a quem o Senhor amava), sobre como seria a sua morte. Então o Senhor faz uma revelação bombástica que tem contrariado muito futuristas/amilenista e dispensacionalistas. “Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu.” O texto é claro! O Senhor disse que João não morreria antes de sua vinda na consumação do século. Isso é tão claro que o verso 23 repete a declaração, pois a sensação entre os discípulos foi que o Senhor tinha dito que João não morreria nunca, então o Senhor os corrigem: “não lhe disse que (João) não morreria, mas: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti?”.

E agora futuristas/Amilenistas/Dispensacionalistas? João o discípulo amado, teria ficado vivo na segunda vinda do Senhor Jesus ou não?
Esse texto é bastante intrigante não é? Se você respondere que não, você terá que dar conta de João ainda vivo! Se você respondere que sim terá que largar ligeiramente a sua tese literalista de escatologia. Temos portanto dois caminhos: O da tola rebeldia ou do contentamento submisso.
É por isso que o a ortodoxia exige o preterismo. Quando falamos que a segunda vinda do Senhor se deu na queda de Jerusalém em 70 d.C, falamos em harmonia as Escrituras. Não precisa ser um erudito pra saber que João (O discípulo a quem o senhor amava), morreu em 103 d.C de morte natural aos 100 anos de idade, escreveu o livro de Apocalipse (64-68 d.C) quando ele esteve exilado na ilha de patmos quando Nero estava no poder dando assim cumprimento ao que o Senhor Jesus falou.
A data do livro do apocalipse é bem precisa para comprovação desse comentário:
Em primeiro lugar, Jerusalém é falada como ainda de pé. Apocalipse 11:1 alude frequentemente à queda de Jerusalém. João é chamado para medir o templo, sem qualquer sugestão de que ela está destruída.
“E FOI-ME dada uma cana semelhante a uma vara; e chegou o anjo, e disse: Levanta-te, e mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele adoram”. Apocalipse 11:1
Jesus disse aos discípulos que dentro de sua geração, nem uma pedra do templo seria deixado (Mateus 24:2). O templo foi destruído em 70 d.C e nunca reconstruído. Assim, é evidente que o Apocalipse foi escrito antes desta decisão.
Além disso, o imperador Nero, é mencionado como ainda estando vivo: "Há sete reis: cinco já caíram, e um é e o outro ainda não chegou, e quando ele vier, deve permanecer por pouco tempo" (Apocalipse 17:10 ). Júlio César foi o primeiro (48-44 aC), ele foi seguido por Augusto (27 aC - 14 dC), Tibério (14-37 dC), Calígula (37-41), Claudius (41-54), Nero (54 -68), Galba (que ascendeu ao trono após o suicídio de Nero em 09 de junho, 68 dC e reinou por pouco tempo até que ele foi assassinado em 15 de Janeiro, 69 d.C) e Vespasiano (69-79 dC). Os cinco primeiros césares, Júlio, Augusto, Tibério, Calígula e Cláudio, já tinha morrido ("caído") no momento da escrita do livro do Apocalipse. Nero estava no trono. Depois dele levantou-se outro César, Galba, que apenas continuou no espaço curto um pouco mais de seis meses. Como exatamente foi a profecia bíblica cumprida!
Além disso, Apocalipse 13:18 identifica o imperador com o número equivalente do nome de Nero: 666. Em hebraico o nome é " NRWN QSR": N = 50, R = 200, W =6, N = 50, Q = 100, S = 60, R = 200. que totaliza exatamente 666.Os valores numéricos do alfabeto hebraico são bem estabelecidos.

Veja como a referencia entre os comentários do novo testamento se comporta com o exame do texto em questão: Matthew Henry em seu comentário do novo testamento diz o seguinte:
João Capítulo 21, Versículos 20-24.
“Os sofrimentos, as dores e a morte parecem formidáveis ainda ao cristão experimentado; mas, na esperança de glorificar a Deus, de deixar um mundo pecador, e estar presente com seu Senhor, aquele se torna preste a obedecer ao chamado do Redentor e segui-lo até a glória através da morte.A vontade de Cristo é que seus discípulos se ocupem de seu dever sem andar bisbilhotando fatos futuros, seja acerca de sim ou do próximo. Somos bons para ficarmos ansiosos por muitas coisas que nada têm a ver conosco. Os assuntos de outras pessoas nada são para que nos entremetamos; devemos trabalhar tranqüilamente e ocupar-nos de nossos assuntos. Se fazem muitas perguntas curiosas sobre os conselhos de Deus, e o estado do mundo invisíveis, às quais podemos responder: Que têm a ver conosco? Se atentarmos ao dever de seguirmos a Cristo, não acharemos coração nem tempo para meter-nos no que não nos corresponde. Quão pouco se pode confiar nas tradições orais! Que a Escritura se interprete e se explique a si mesma; porque em grande medida, é evidência e prova em si mesma, porque é luz. Note-se a facilidade de emendar erros, como aqueles, pela própria palavra de Cristo. A linguagem da Escritura é o canal mais seguro para a verdade da Escritura: as palavras que ensina o Espírito Santo (1 Co 2.13). Os que não concordam nos mesmos termos da arte, e sua aplicação, podem, não obstante, estar de acordo nos mesmos termos da Escritura, e amar-se uns a outros”.
Não sei se você entendeu mais me parasse que o comentarista é confrontado com a sua consciência ao tentar manipular o texto fazendo uma carnal interpretação, é tanto que ele não vendo como ir a diante diz: “Quão pouco se pode confiar nas tradições orais! Que a Escritura se interprete e se explique a si mesma; porque em grande medida, é evidência e prova em si mesma, porque é luz... A linguagem da Escritura é o canal mais seguro para a verdade da Escritura: as palavras que ensina o Espírito Santo (1 Coríntios 2.13)”.
Quando o comentarista não se enrosca como vimos acima, então ele oculta o comentário como faz a Bíblia de Estudo de Genebra. É impressionante como as pessoas tende a negar as escrituras.

O Senhor Jesus declarou que João estaria vivo quando ele voltasse e assim aconteceu precisamente conforme escrito. Fica ai o caminho que você percorrerá: O da tola rebeldia ou do contentamento submisso.


Soli Deo Gloria

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