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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O COLAPSO DO UNIVERSO

        Por  O. G. Silva

"E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. " Mateus 24:29

No que diz respeito a esta profecia, muitos a associam com a ideia de um colapso cósmico resultante de um retorno futuro de Cristo; contrariando o senso comum daqueles que se restringem a interpretação literal dos textos bíblicos, Jesus não predisse a destruição de corpos celestes do nosso sistema solar. As escrituras muitas vezes trazem figuras de linguagem para expressar um sentido não literal ao texto, de maneira que somente possa ser discernido espiritualmente. Sabemos que repetidas vezes Jesus falou por parábolas, semelhantemente às parábolas de Jesus, a linguagem figurativa revela as verdades ocultas do reino de Deus, entretanto não a todos; aos mansos, simples e humildes, traz luz e entendimento, enquanto aos orgulhosos e rebeldes, julgando-se sábios, traz mais confusão (Mateus 13:10-17). Longe de um colapso cósmico, os elementos se dissolvendo (2 Pedro 3), devem ser compreendidos em paralelo com a destruição de Jerusalém e do templo dos judeus, narradas nos textos de Mateus 24:1-51, Lucas 21:5-38 e Marcos 13:1-37. Aqui, a escatologia é Pactual e não cósmica, os elementos se dissolvendo, representam mudança de governo e domínio, precisamente a dissolução do pacto judaico. Os escurecimentos do sol e da lua apontaram o fim da lei de Moisés e do sacerdócio Levítico, para dar lugar ao reino de Deus (a plenitude da graça); sendo o próprio Senhor, mediador e Sumo Sacerdote do novo pacto (Hebreus 7:11-28). As estrelas caindo do céu referiram-se à condenação de Israel, pela desobediência, incredulidade e rejeição a Cristo; sendo verdadeiro que a lei iniciou neles, seguramente que também terminou neles; nesse instante, os israelitas deixaram de ser o povo da aliança. Na nova aliança, a graça de Deus foi oferecida a israelitas e gentios (não israelita), não havendo mais distinção entre os dois povos (Efésios 2:11-22). O cumprimento da profecia teve como marco histórico a destruição de Jerusalém e do templo em 70 d.C., na ocasião, os maiores símbolos da antiga aliança. Com a derrota da Grande Revolta Judaica (meados de 66 a 70 d.C.), as tropas do imperador romano Vespasiano, sob o comando de seu filho o general romano Tito Flávio, futuro imperador, capturou Jerusalém, aproximadamente um milhão e trezentos mil judeus foram mortos e outros cem mil foram escravizados, a cidade ficou em ruínas e o templo dos judeus foi demolido acidentalmente no incêndio, pondo um fim no culto judaico, nos seus rituais e sacrifícios. Jacó ao interpretar o sonho profético de seu filho José, entendeu a simbologia dos elementos presentes no sonho; compreendeu que ele e sua esposa, figurados pelo sol e a lua, representaram governo; enquanto seus filhos, figurados pelas estrelas, representaram o povo governado.



Teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, dizendo: Tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam perante mim. Quando o contou a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é esse que tiveste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos com o rosto em terra diante de ti?
Gênesis 37:9-10

O sol e a lua, elementos criados para governar o dia e a noite, também utilizados como figuras para representar governos terrenos.

E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas.
Gênesis 1:16

O sol para governar de dia; porque a sua benignidade dura para sempre; A lua e as estrelas para presidirem à noite; porque a sua benignidade dura para sempre;
Salmos 136:8-9

Israel figurado pelas estrelas.

E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra;
Gênesis 26:4

Lembra-te de Abraão, de Isaque, e de Israel, os teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado, e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas dos céus, e dareis à vossa descendência toda esta terra, de que tenho falado, para que a possuam por herança eternamente.
Êxodo 32:13

Com setenta almas teus pais desceram ao Egito; e agora o Senhor teu Deus te pôs como as estrelas dos céus em multidão.
Deuteronômio 10:22

Não tomou, porém, Davi o número dos de vinte anos para baixo, porquanto o Senhor tinha falado que havia de multiplicar a Israel como as estrelas do céu.
1 Crônicas 27:23

E multiplicaste os seus filhos como as estrelas do céu, e trouxeste-os à terra de que tinhas falado a seus pais que nela entrariam para a possuírem.
Neemias 9:23

E ficareis poucos em número, em lugar de haverem sido como as estrelas dos céus em multidão; porquanto não destes ouvidos à voz do Senhor teu Deus.
Deuteronômio 28:62

Ezequiel, em março de 585 a.C., profetizou contra Faraó, rei do Egito; Deus usou as mesmas figuras de linguagem para simbolizar o juízo, a troca de governo e domínio; nessa profecia o Senhor traria a espada do rei da Babilônia contra Faraó, período histórico em que os babilônicos impuseram grandes punições e perdas aos egípcios, também da ascensão do Império Babilônico e da decadência do Egito.

E, apagando-te eu, cobrirei os céus, e enegrecerei as suas estrelas; ao sol encobrirei com uma nuvem, e a lua não fará resplandecer a sua luz. Todas as brilhantes luzes do céu, eu as enegrecerei sobre ti, e trarei trevas sobre a tua terra, diz o Senhor DEUS.
Ezequiel 32:7-8

Isaías, também usou figuras de linguagem semelhantes à de Jesus, para simbolizar o juízo, a troca de governo e domínio em sua profecia contra a Babilônia, conquistada em 539 a.C. por Ciro, o Grande, rei persa, responsável por unificar a Média e a Pérsia, conhecido como Império Aquemênida. As figuras representam a queda e destruição da Babilônia, com todas as suas aspirações e ambições imperiais.

Porque as estrelas dos céus e as suas constelações não darão a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não resplandecerá com a sua luz. E visitarei sobre o mundo a maldade, e sobre os ímpios a sua iniquidade; e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos.
Isaías 13:10-11

Por isso farei estremecer os céus; e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor do Senhor dos Exércitos, e por causa do dia da sua ardente ira.
Isaías 13:13

Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra tu que prostravas as nações!
Isaías 14:12

Segundo as escrituras, a humanidade será destruída? Após o dilúvio, Deus prometeu que não voltaria a destruir toda a criação.

Sentiu o Senhor o suave cheiro e disse em seu coração: não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como acabo de fazer. Enquanto a terra durar, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite.
Gênesis 8:21-22

A falsa ideia generalizada do fim do mundo é fomentada pelas interpretações um tanto equivocadas quanto precipitadas das escrituras, conclusões falíveis de homens não inspirados (1 Coríntios 2:14-15), inábeis para diferenciar o sentido literal e o sentido figurado de um texto, sobretudo a respeito do livro do Apocalipse; condição abordada ao longo do estudo. Além disso, há muita contribuição externa que favorece a falácia; a pseudociência que faz uso de afirmações vagas, exageradas e improváveis, sem aplicação de um método científico válido; as produções sensacionalistas de Hollywood; as profecias especulativas e controvertidas, como a de Nostradamus ou a interpretação equivocada do calendário Maia, ambas causaram grande repercussão; e, especialmente, após o tema sustentabilidade fazer parte da agenda internacional, cientistas estão trabalhando em favor de governos e indústrias, lançando falsas hipóteses como produtos de mercado, dentre as falácias, preferida e mais polêmica, o aquecimento global; tema amplamente abordado no mundo inteiro. Vejamos os versículos seguintes.

Uma geração vai-se, e outra geração vem, mas a terra permanece para sempre.
Eclesiastes 1:4

Viva ele enquanto existir o sol, e enquanto durar a lua, por todas as gerações.
Salmos 72:5

Permaneça o seu nome eternamente; continue a sua fama enquanto o sol durar, e os homens sejam abençoados nele; todas as nações o chamem bem-aventurado.
Salmos 72:17

Edificou o seu santuário como os lugares elevados, como a terra que fundou para sempre.
Salmos 78:69

O Senhor reina; está vestido de majestade. O Senhor se revestiu, cingiu-se de fortaleza; o mundo também está estabelecido, de modo que não pode ser abalado.
Salmos 93:1

A tua fidelidade estende-se de geração a geração; tu firmaste a terra, e firme permanece.
Salmos 119:90

Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas! O seu reino é um reino sempiterno, e o seu domínio de geração em geração.
Daniel 4:3

Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonozor, levantei ao céu os meus olhos, e voltou a mim o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre; porque o seu domínio é um domínio sempiterno, e o seu reino é de geração em geração.
Daniel 4:34

E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.
Daniel 7:14

a esse seja glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém.
Efésios 3:21

Deus estabeleceu o seu reino, o seu nome, o seu domínio, a sua glória e a sua honra eternamente, por todas as gerações; do mesmo modo, estabeleceu a terra, o sol, e a lua; associando a duração do seu reino com a duração desses corpos celestes; se de alguma forma os elementos no céu serão destruídos, teremos que admitir que em algum momento o reinado de Deus terá fim; contudo, as escrituras não ensinam isso.

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